A trajetória da qualidade total
A compreensão de um conceito, melhor se assimila quando se procura entender um pouco o histórico envolto deste. Principalmente aqueles que se baseia em teorias que – no percurso de seus debates e vislumbres – passam por aplicações práticas para se consagrarem.
Teorias e seus teóricos – idealizadores – convergem e/ou divergem constantemente, muitas vezes, entorno de um tema e que estes debates na grande maioria das vezes acabam por engrandecerem um conceito.
Teorias e seus teóricos – idealizadores – convergem e/ou divergem constantemente, muitas vezes, entorno de um tema e que estes debates na grande maioria das vezes acabam por engrandecerem um conceito.
Com o tema que envolve qualidade não é contrário. Na linha do tempo deste assunto houve muitos percussores que contribuíram com a construção e enriquecimento da qualidade dita hoje como total. Ishikawa, Deming, Juran, Crosby, Feigenbaum e Shewhart, são bons exemplos a serem considerados neste contexto.
FEIGENBAUM, CROSBY E SHEWHART
FEIGENBAUM, CROSBY E SHEWHART
Cada um destes nomes contribuiu com uma fração de suas ideias – depositando um pouco de seu conhecimento – que enalteceram a Qualidade Total (QT), que inclusive se estabeleceu com este termo com a forte contribuição de Armand Feigenbaum (EUA, 1922 – 2014) que tinha o foco de suas ideias direcionadas para o Controle Total da Qualidade e que defendia a integração de esforços para o aprimoramento e manutenção da qualidade com a ideia de que o cliente exige por base em especificações. Bem como inibir a propagação de falhas. Era adepto a sistema de qualidade de alta estrutura.
Inclusive a este respeito de falhas, também era um do foco de principal preocupação por parte de Philip Crosby (EUA, 1926 – 2001) com sua filosofia de zero defeito. Olhava para qualidade como o cumprimento das normas estabelecidas para a fabricação. Por isso via como de grande importância à motivação e o planejamento para evitar falhar nos processos produtivos por meio de um sistema de comunicação eficaz para este fim. Por isso não preocupava – se com Controle Estatístico da Qualidade, nem mesmo com metodologias de solução de problemas.

DEMING E JURAN

Costumava também expressar-se quanto a quantitativos na qualidade colocando que “muito sem excelência é o mesmo que nada”, que quando procuramos analisar de maneira genérica sua expressão é fácil ver a negativa dele em relação àqueles que concentram seus esforços mais em adquirir mais do que mesmo se preocupar com o que vai fornecer para estes.

Juran, juntamente com Deming, foi um dos responsáveis por incentivar a implantação do conceito de qualidade total no Japão.
ISHIKAWA
Quando surge então a pessoa de Kaoru Ishikawa (Japão, 1915 – 1989) que se fundamentando com os ensinamentos existentes sobre o assunto em questão, “cria” sua própria versão japonesa da ideia de qualidade, que veio a espalhar-se pelo mundo “a fora” pós – guerra, devido à demonstração de resultados positivos, obtidos na indústria japonesa, que se encontrava devastada na época.

Tendo sido da mais relevante – ou talvez vital – contribuição de Ishikawa foi à importância e atenção que ele deu a relação humana nos processos produtivos, a valorização do homem. Ou seja, a necessidade que as organizações devem ter com o fator humano em cada trecho de quaisquer que sejam os tipos de produto que se trabalhe dentro de seu setor produtivo.
O modelo japonês lançou para o mundo – hoje globalizado – conjuntos de ferramentas que se espalharam pela indústria mundialmente. Bem como uma das principais filofias pregada por Ishikawa de que a pratica da qualidade deve ser durante todo o tempo, de modo sistemático e sem interrupção. E outra colocação pautada por ele, era de que a qualidade total não obteve sucesso no EUA, devido ao fato de os americanos terem entregue o processo na mão de especialista no assunto e não as "pessoas envolvidas nos processo".
Bem! Vimos alguns - os principais - nomes que alicerçaram a Qualidade Total para o mundo, e que por meio da diversidade de pensamentos e ideias destes hoje podemos discute e aplicar métodos passiveis de verificação em quaisquer meio de produção da indústria, comércio ou serviços.
Até a próxima pessoal.
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Referencia(s) :
ARAÚJO, Luis César de. Organização, sistemas e métodos e as tecnologias de gestão organizacional: arquitetura organizacional, beachmarking, empowerment, gestão pela qualidade total, reengenharia: volume 1 - 4. ed. - São Paulo: Atlas, 2010.
CONTADOR, José Celso (org). Gestão de operções: a engenharia de produção a serviço da modernização da empresa - 2ª edição - São Paulo: Editora Blucher, 1998.
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Referencia(s) :
ARAÚJO, Luis César de. Organização, sistemas e métodos e as tecnologias de gestão organizacional: arquitetura organizacional, beachmarking, empowerment, gestão pela qualidade total, reengenharia: volume 1 - 4. ed. - São Paulo: Atlas, 2010.
CONTADOR, José Celso (org). Gestão de operções: a engenharia de produção a serviço da modernização da empresa - 2ª edição - São Paulo: Editora Blucher, 1998.
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